<strong>Beaujolais</strong>: História e Terroir
Beaujolais: História e Terroir

Beaujolais: História e Terroir

Como região vitivinícola, Beaujolais está acostumada a ser subestimada. Aliás, foi este desapreço que definiu a história moderna da região: no século XIV o Duque Filipe II baniu o plantio da uva Gamay (tida como inferior) na Borgonha, causando um boom de plantio da variedade em Beaujolais, logo ao sul. Hoje existem poucas regiões de vinho no mundo tão fortemente associadas à uma só variedade, como é o caso de Beaujolais com sua uva-ícone.

Séculos depois, em meio ao frenesi do fenômeno do Beaujolais Nouveau e à proliferação do vinho industrializado na região, foi o subestimo que motivou produtores como Jean Foillard, Marcel Lapierre, Guy Breton e Jean-Paul Thénevet a mostrar que era sim possível produzir vinhos de terroir, alma e autenticidade na região.

Hoje a capacidade de Beaujolais de produzir vinhos excelentes não é motivo de debate. Mas ainda se fala muito na região como um todo, quando na verdade existe uma variedade impressionante de solos, exposições e microclimas. Esta variedade está refletida no sistema de apelação estabelecido em 1936. Os vinhos rotulados como Beaujolais AOC são produzidos nos solos mais argilosos e planos ao sul da região e tendem a ser leves, frutados e frescos. Já os Beaujolais Villages são produzidos em 38 vilas locais que rodeiam os chamados Cru Beaujolais, ou terroirs mais prestigiosos.

Beaujolais_Cru

Os 10 Crus se encontram geralmente nas encostas com ótima exposição solar e drenagem, e são vinhos mais sérios, intensos e minerais. Cada um tem uma expressão distinta, e temos muito orgulho de dizer que hoje temos todos eles representados no nosso portfólio.

Quer aprender mais sobre eles? Leia um pouco sobre o estilo de Cru, prove e compare! É a melhor forma de entender essa região fascinante que até hoje entrega muito além do esperado.

Vamos tomar Beaujolais!

SAINT- AMOUR: O Cru mais ao norte da região, produz um vinho charmoso e aromático, com fruta madura e mineralidade. São vinhos elegantes e perfumados.

JULIÉNAS: tem vinhos discretos, mas de acidez marcada e maior tanicidade. Envelhecem admiravelmente bem.

CHÉNAS: de subsolos graníticos, produzem vinhos mais untuosos depois de alguns anos de guarda. São menos frutados, mas tem peso e densidade, o que confere mais complexidade.

MOULIN-À-VENT: o Cru mais robusto de todos, devido ao manganês encontrado em seu solo. Os vinhos tem perfil de fruta escura e taninos marcantes na estrutura, e muitos se beneficiam de até 10 anos de guarda-- embora já estejam deliciosos com 3 a 4. O uso da madeira em geral está mais presente do que na vinificação de outros crus.

FLEURIE: um dos mais elegantes vinhos de Beaujolais. Tende a produzir vinhos aromáticos, florais, e complexos. Muitos vinhos amadurecem em madeira e evoluem bem por 10 anos ou mais.

CHIROUBLES: em geral produz vinhos delicados e leves, com muita fruta fresca, que são bastante accessíveis na juventude

MORGON: talvez o Cru mais importante de Beaujolais atualmente, em particular devido ao prestígio do vinhedo Côte du Py, localidade nas encostas de um vulcão extinto. Os melhores produtores produzem vinhos densos e complexos com ótima capacidade de guarda, mas com o frescor e delicadeza característico da região.

REGNIÉ: o mais novo Cru de Beaujolais, estabelecido em 1988. Conhecido por vinhos com com perfil de fruta fresca e vibrante, boa estrutura, e que ganham complexidade com tempo de guarda.

BROUILLY E CÔTE DE BROUILLY: são os crus mais ao sul do Beaujolais. Os vinhedos de Côte estão localizados nas encostas de um vulcão em extinção, e produzem vinhos de qualidade superior. Tem fruta abundante e uma textura sedosa.

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